Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de abril de 2020

FOLK ROCK - MAYTREA & SILVELENA - Novo Eden / Amar - 1976


Comentário: Em meus recentes mergulhos pelas obscuridades do mundo da música, ainda me surpreendo com os registros brasileiros que encontro sendo redescobertos graças a era digital e um dos mais recentes deles foi este compacto lançado por uma das figuras mais importantes da história do rock paulista: Zé Brasil, líder e fundador da banda de prog Apokalypsis, que possui 2 CDs lançados nos anos 2000 com registros de 1974 e 75. Zé continua na ativa com diversos projetos e um recente CD solo, de 2017 (todos altamente recomendados para os leitores que ainda não conhecem).
Este registro em especial possui um ar de obscuridade digno de reativar este blog, mesmo que não em definitivo, após longo hiato. Foi um projeto paralelo ao Apokalypsis e em parceria com sua companheira, Silvia Helena, que o acompanha musicalmente desde então, aqui usam o pseudônimo "Maytrea & Silvelena" e lançaram este único single pelo selo independente Atmosfera com presença de músicos da cena local da época, com destaque para Egídio Conde que integrou Moto Perpétuo.
São duas músicas bem resumidas pelos trechos de Amar: "Vamos juntos construir um mundo novo / Pleno de esperança, amor, justiça e paz". Levada típica do rock nacional setentista, mesclando calmaria e equilíbrio na lírica hippie e viajante e belas harmonias vocais com rock rural (ou folk), além de doses de lisergia e música progressiva através do bom trabalho nos teclados e piano de Paulinho Machado (que participou do debut de Zé Ramalho). 
Gostaria de agradecer a todos pelos comentários neste período sem atualizações! Infelizmente esta não é uma volta oficial do blog, mas apenas uma mera recomendação musical para esta quarentena (também não disponibilizarei o link para download, mas a audição pode ser feita abaixo). Nos vemos por aí...

Silvia Helena e Zé Brasil

Músicos:

Gerson Frutuoso (baixo)
Egídio Conde (guitarra)
Paulinho Machado (teclados, piano)
Silvelena [Silvia Helena] (vocal)
Maytrea [Zé Brasil] (vocal, violão, bateria)

Faixas:
01 Novo Eden
02 Amar

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

RECOMENDAÇÕES NACIONAIS - PARTE VI



Depois de um longo hiato, volto com as postagens especiais trazendo as ótimas bandas nacionais que movimentam o cenário atual. Começo com uma que ainda não apareceu por aqui, mas que já estava em tempo: Galo Power, power trio goiano dos que mais me chamam atenção na atual cena recente. Estão na estrada há mais de 1 década, com volta da formação original, lançou seu 4o álbum ano passado: "Bote", um petardo que não fica devendo em nada para os obscuros heavy psych setentista, corriqueiros aqui no blog, mesclando ainda pitadas de música brasileira, blues em jams ferozes e de personalidade. As letras são em inglês e português. 
Detalhe interessante é a versão de 'House of Fear', homenagem ao Ngozi Band, ícone do ZamRock e figurinha carimbada por aqui. Vale (e muito) conferir!

Bruno Galo (guitarra, violão, vocal)
Evandro Galo (bateria)
Rodolpho Gomes (baixo, viola, vocal)

Spotify
Facebook
E-mail: thegalopower@gmail.com





Vindo de Santos, temos outro trio: Amphères, formada em 2016, a partir de músicos que já tocavam juntos em outros projetos, e que lançou no começo do ano passado seu segundo EP. Com 5 faixas, temos aqui uma neo-psicodelia bem elaborada, viajante e autêntica. As letras são todas em português e com belos vocais femininos e masculinos.

Transitando entre diversas vertentes do rock alternativo, muitas vezes com nuances psicodélicas, o som da banda Amphères – que lança o segundo EP, Dança - é definido por linhas de baixo bem marcadas e baterias vibrantes, que permitem explorar a pungência de guitarras com texturas harmônicas, loops, dissonâncias e ruídos diversos. 
As músicas abordam temas como a dinâmica da liberdade humana, encontrando inspiração em obras do pintor Henry Matisse, como O Ícaro e A Dança, ou temas relacionados ao grau de desagregação da sociedade contemporânea. Letras curtas são desenvolvidas em temas instrumentais mais extensos resultando em um trabalho denso de significados e, sobretudo, sincero. O conceito do trabalho se completa na capa do EP e na identidade visual desenvolvida pela artista Anna Brandão.

Jota Amaral (bateria)
Paula Martins (baixo, vocal) 
Thiago Santos (guitarra, vocal)





Termino o post com o terceiro trio de hoje e primeira banda do Mato Grosso que posto no blog: Terras Paralelas, vinda de Primavera do Leste, e que está lançando seu primeiro álbum (após um EP). São 6 longas faixas, totalmente instrumentais, mesclando 'peso, melodia e psicodelia', flertando com experimentalismo e o heavy, em ótimas variações de atmosfera e variadas  'texturas' ao longo das músicas. Um instrumental de responsa e recomendado para fãs da linha stoner e heavy psych atual.

The band Terras Paralelas brings instrumental rock mixing melodic, psychedelic songs, creating an intense sound experience that goes from calmer sound to heavier sound, being a clear example of contemporary music. The idea is to get the listener to be taken to their intellect, exploring their feelings, their limits, their ups and downs and in the general context, their human evolution.

Ricardo Palombo (guitarra)
Rafael Ghisleni (bateria)
Leonardo Mello Viana (baixo)



Estes álbuns foram postados apenas na intenção de divulgação, sendo assim não disponibilizarei links de downloads próprios do blog. Caso esteja interessado, entre em contato pelos endereços fornecidos na postagem para comprar ou baixar o disco. Caso esteja interessado em divulgar seu trabalho no blog, entre em contato por e-mail (prolasdorock@yahoo.com), saiba mais aqui.

These albums were posted only in the intention of divulgation, so I will not send downloads links. If you are interested, please contact the band's site provided in the post to purchase or download the album. If you want to promote your album or band in the blog, contact me by e-mail (prolasdorock@yahoo.com), more info here.

domingo, 12 de agosto de 2018

MPB - VARIOUS - Pra Quem Sabe Das Coisas - 1973


Artista: / Banda: Vários Artistas (V.A.)
Álbum: Pra Quem Sabe Das Coisas
Ano: 1973
Gênero: MPB / Latin Jazz
País: Brasil

Comentário: Eis aqui um dos discos mais raros da história da música brasileira! As únicas informações conhecidas dessa obra se encontram na contra-capa do álbum, gravado nos Estúdios Reunidos S.A., em São Paulo, e lançado pela Ebrau (Editora Brasileira Autores Unidos) em 1973, com uma tiragem provavelmente mínima. Dos artistas creditados apenas Renato Mendes (que já foi postado no blog) teve uma breve carreira solo, os outros provavelmente tiveram apenas estas músicas gravadas. Qualquer informação sobre este álbum é bem vinda.
São apresentadas 11 curtas canções de MPB, seguindo a tendência dos grandes nomes da época, com leves doses de bossa nova e jazz, além do eletrônico de Renato, fazendo versões de clássicos da nossa música. Os vocais são majoritariamente femininos e delicados (a não ser nas faixas creditadas a Marcão e Cau), tendo temática ora abstrata ora romântica e acompanhados por belos arranjos no piano, flauta e percussão. A qualidade de gravação não é das melhores, mas nada que estrague a beleza desta pérola. Altamente recomendado para apreciadores de MPB!
Obrigado ao leitor Benedikt por disponibilizar esta obra, inédita na web.

Here is one of the rarest albums in the history of Brazilian music! The only known information about this LP is found on the back cover, recorded in São Paulo, and released by Ebrau (Editora Brasileira Autores Unidos) in 1973, with a probably minimal number of copies. Of the artists credited only Renato Mendes had a brief solo career, the others probably only had these songs recorded. Any plus information of this album is welcome.
11 short songs are presented, following the great MPB names of the time, with light doses of bossa nova and jazz, besides the electronic versions of Renato. The vocals are mostly female and delicate (except in the tracks credited to Cau and Marcão), having abstract lyric and accompanied by beautiful arrangements in the piano, flute and percussion. The recording quality is not the best, but nothing that spoils the beauty of this gem. Highly recommended!
Thanks to the reader Benedikt for making available this unpublished LP on the web.


Various - Pra Quem Sabe das Coisas (MP3 320 kbps):
https://yadi.sk/d/8jcR9Tg63aMVs5

Faixas:
01 Cau - Coisa E Tal
02 Liliana - Prá Quem Sabe Das Coisas
03 Renato Mendes - Aldeia
04 Marcão - Mutação
05 Cau - San Fernando
06 Eulalia - Fim De Noite
07 Eulalia - Último Canto
08 Cau - De Você No. 2
09 Vera - Rosas E Garrafas
10 Liliana - De Você No. 1
11 Renato Mendes - Milagre Azul

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

HARD ROCK - A DÉCADA - Transição / Fuga - 1972


Artista: / Banda: A Década
Álbum: Transição / Fuga (Single)
Ano: 1972
Gênero: Hard Rock
País: Brasil

Comentário: Banda formada a partir de ex-integrantes do Red Snakes, grupo carioca ativo nos anos 60 e que chegou a lançar um álbum. Sob este nome, lançaram apenas um compacto e participaram do festival Som Livre Exportação, acabando pouco tempo depois. 
"Transição" começa com uma das intros mais pesadas do rock nacional dos anos 70 na guitarra estridente, que é acompanhada posteriormente pelo ótimo vocal, além de bateria e baixo barulhentos e novamente Ronaldo entra, agora no solo matador. "Fuga" é outro hardão setentista de qualidade, porém mais moderado, onde novamente a guitarra assume protagonismo. As letras são em português e seguem um tema bem típico da época, sobre juventude e a vida. Pérola recomendada para qualquer fã de rock nacional dos anos 70, um grupo com muita competência e que poderia ter deixado um LP para a posteridade.

Band formed from former members of Red Snakes, a group from Rio de Janeiro active in the 60's and that released an LP. Under this name, they released only one single and participated of the festival 'Som Livre Exportação', disbanding shortly afterwards.
"Transição" begins with one of the heaviest intros of the 70s Brazillian rock with the strident guitar, which is later accompanied by the vocal, as well as drums and bass and again Ronaldo enters, now in a killer solo. "Fuga" is another great hard rock, but more moderate, where again the guitar takes center stage. The lyrics are in Portuguese and follow a very typical theme of the time, about youth and life. Agroup with a lot of competence and that could have left an LP for posterity, recommended.

A Década - Single - 1972 (MP3 192 kbps):
https://yadi.sk/d/38imrtAO3RLv6q

Músicos:
Márcio Attias da Silva (vocal, teclados)
Dirceu Seabra (baixo)
Ronaldo Miguez (guitarra)
Renato Bakker (bateria)

Faixas:
01 Transição 3:54
02 Fuga 4:00

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

RECOMENDAÇÕES NACIONAIS - PARTE V



Depois de um longo hiato, volto com as postagens especiais trazendo as ótimas bandas nacionais que movimentam o cenário atual. Começo com uma que já passou aqui pelo blog, o sexteto paulista de música instrumental Kaoll, que vem com material novo, lançado no segundo semestre deste ano. Mais um disco inovador e muito bem arranjado produzido na cena underground brasileira, apesar de curto (menos de 25 minutos), mesclando rock progressivo, jazz fusion e música brasileira, com destaque para o belíssimo trabalho na flauta de Yuri Garfunkel. 
Sem mais recomendações necessárias, 'bandaça' que não decepciona. Informações do release e contato:

Sob os Olhos de Eva, novo trabalho autoral do grupo instrumental Kaoll, foi produzido sob o conceito de transmídia, em conjunto com o livro homônimo de Renato Shimmi e ilustrações de Zé Otávio. A obra, interligada através de um aplicativo descreve a dualidade entre lirismo e opressão nas revoluções históricas, a partir do mito de Eva e a expulsão do paraíso até os tempos atuais. Musicalmente, o grupo amplia os limites do jazz/rock com influencias musicais universais a partir do ponto de vista latino americano, trazendo ambiências diversas para ilustrar emocionalmente o conjunto de ensaios filosóficos apresentados no livro.

Bruno Moscatiello (guitarra, violão)
Yuri Garfunkel (flauta, violão 10 cordas)
Gabriel Catanzaro (baixo)
Rodrigo Reatto (bateria)
Janja Gomes (percussão)
Fabio Leandro (piano, teclados)
Gabriel Costa (baixo, guitarra)

Bandcamp
Facebook
Site Oficial





Debut da banda carioca Arcpelago, formada em 2014 pelo tecladista Ronaldo Rodrigues (ex-Massahara, ex-Módulo 1000, atual Caravela Escarlate e O Terço lado B). Lançado em 2016, esta é uma das ótimas surpresas vindas de terras tupiniquins nos últimos anos, já composta por faixas mais longas e quase épicas, bebendo diretamente da fonte setentista, principalmente na linha do progressivo sinfônico, porém com personalidade. Apesar de majoritariamente instrumental, ouvimos algumas partes cantadas em português. Seguem mais informações e contatos:

O Arcpelago é uma banda de rock, de inspiração progressiva na estética sonora dos anos 1970, buscando cruzar a energia do rock com pretensões mais eruditas, agregando referências do jazz, blues, música folk e étnica, em um contexto de experimentação e diálogos entre o acústico e o elétrico/eletrônico. Partindo da mesma premissa que grupos clássicos do estilo, o Arcpelago privilegia arranjos fortes que favorecem a presença de todos os instrumentos, a sonoridade analógica e composições autorais intensas e exploratórias.

Simbiose foi gravado ao longo do ano de 2015 e lançado de forma independente em 2016, buscando materializar as ideias individuais e coletivas que sintetizam o Arcpelago enquanto conceito musical. Composto de 6 faixas, busca expressar uma musicalidade ampla e eclética, suportando letras que vagueiam entre o concreto e o abstrato, da crítica à contemplação, do natural ao transcendental. Em 2016, o guitarrista Eduardo Marcolino deixa a banda, por questões pessoais e para seu posto o grupo recruta o jovem e talentoso guitarrista Diogo Albano Aratanha, que completa a atual formação do grupo.

Ronaldo Rodrigues (teclados, vocal)
Jorge Carvalho (baixo)
Eduardo Marcolino (guitarra)
Renato Navega (bateria)

Facebook
Spotify
Email: arcpelago@gmail.com




Encerro mais este post com uma banda do interior do Rio Grande do Sul, que lançou seu primeiro álbum completo em maio deste ano. Trata-se de um trabalho todo instrumental e na onda 'revival' da psicodelia setentista, variando momentos com bastante peso, distorção e atmosfera densa, beirando o stoner rock e outros acústicos e viajantes. Assumem influência de grandes nomes como Captain Beyond, Pink Floyd e Grand Funk Railroad.
Um petardo que vai agradar fãs de rock ácido/ stoner e psicodélico, recomendado. Mais info e contatos:

Atualmente a banda laçou seu primeiro álbum conceitual intitulado "Ouroborous" (2017), composto por 10 músicas. “Ouroborous” é o primeiro álbum completo de estúdio da The Experience Nebula Room, e reflete horas de trabalho e investimento criativo e pessoal da banda. O nome “Ouroborous” é uma variação da palavra e símbolo grego “Ouroboro” que simboliza a eternidade e a ideia cíclica do eterno retorno. O nome foi atribuído ao disco, pois a obra foi pensada para ser ouvida sem pausas entre as músicas, e com a estrutura de lado A e lado B, como num disco de vinil. Outro detalhe importante a salientar é que o disco é cíclico, uma vez que os efeitos que dão início a faixa 1 se repetem de forma invertida na última faixa, criando um looping infinito.

Rafael Rechia (guitarra)
Nicholas Lucena (bateria, baixo)
Eduardo Custódio (baixo, bateria)
Régis Garcia (órgão, sintetizador, guitarra)

Facebook
Bandcamp
Site Oficial


Estes álbuns foram postados apenas na intenção de divulgação, sendo assim não disponibilizarei links de downloads próprios do blog. Caso esteja interessado, entre em contato pelos endereços fornecidos na postagem para comprar ou baixar o disco. Caso esteja interessado em divulgar seu trabalho no blog, entre em contato por e-mail (prolasdorock@yahoo.com), saiba mais aqui.

These albums were posted only in the intention of divulgation, so I will not send downloads links. If you are interested, please contact the band's site provided in the post to purchase or download the album. If you want to promote your album or band in the blog, contact me by e-mail (prolasdorock@yahoo.com), more info here.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

HARD PROG - ALMA DA TERRA - Same - 1982


Artista: / Banda: Alma da Terra
Álbum: Alma da Terra
Ano: 1982
Gênero: Hard Prog
País: Brasil

Comentário: Trio de Niterói, Rio de Janeiro, ativa no começo dos anos 80 e que lançou apenas um raro LP, começando as gravações para um segundo, que infelizmente nunca saiu, ganhando certa popularidade local por conta da Fluminense FM. O homônimo contém 10 curtas faixas que transitam entre o hard, progressivo, psicodelia, bebendo da fonte setentista nacional, porém tendo certa roupagem mais 'moderna'. O instrumental é direto e bem executado, onde a guitarra de Agra domina, com riffs e solos marcantes, acompanhado pela boa 'cozinha', além de alguns momentos acústicos. As letras são todas em português e também bem elaboradas.
Uma ótima pérola do rock brazuca, recomendado para fãs da safra 70/80.

Trio from Niterói, Rio de Janeiro, active in the early 80's and only released one rare LP, starting the recordings for a second, which unfortunately never came out. The self-titled contains 10 short tracks that move between hard, progressive and psychedelia, with clear influences of 70's bands, but having some more 'modern' style. The instrumental is straight and well executed, where the Agra's guitar dominates, with remarkable riffs and solos, accompanied by good 'kitchen', plus some acoustic moments. The lyrics are all in Portuguese and also well elaborated.

Alma Da Terra - 1982 (MP3 192 kbps):
https://yadi.sk/d/mtHxk0C-3MkXef



Músicos:
Fábio Mattos Agra (vocal, guitarra, violão)
Paulo Fernandes Martins (vocal, baixo)
Antônio Augusto Ventura (bateria)

Faixas:
01 Solto no Ar
02 Vivença
03 Pra John
04 Tente Mais Uma Vez
05 Natural
06 Cante Comigo
07 Cabeça Feita
08 Anjos de Cristal
09 Alma da Terra
10 Não Morra de Susto

domingo, 19 de fevereiro de 2017

RECOMENDAÇÕES NACIONAIS - PARTE IV



Depois de um longo hiato, volto com as postagens especiais trazendo as ótimas bandas nacionais que movimentam o cenário atual. Começo com o projeto Origens, direto de Alagoas, feito a partir de composições do baixista Alessandro Aru e com participação de vários músicos. Trata-se de uma única, longa e matadora faixa dividida em 6 partes, que mergulha no melhor do rock setentista, psicodélico, progressivo e hard. As jams dominam, com instrumental muito bem arranjado e viajantes, acompanhado por letras em português.
Um trabalho que não deve nada para os medalhões do rock e que agradará todos os seguidores do blog. Mais informações e contato para adquirir o CD: 

Na origem da Terra, em sua atmosfera, havia muita água, gases e relâmpagos. Quando esses três elementos se juntaram, deram surgimento a diversas substâncias que começaram a fazer do planeta um ambiente propício para a vida.
A ideia de Origens pode ser também traduzida como um encontro para celebrar a amizade e o resgate do que existe de mais autêntico quando se fala em música: amigos expressando suas verdades através de sons.
Celebrando 25 anos de estrada, o baixista Alessandro Aru reuniu vários amigos, integrantes de diversas bandas do cenário musical do rock alagoano, que influenciaram diretamente sua formação musical e que, em algum momento participaram de sua história, para gravar o álbum Origens.
Sinceros agradecimentos aos amigos que participaram desse projeto, os quais contribuíram de forma brilhante com suas interpretações e seus arranjos personalíssimos:
João Paulo, Pedro Salvador, Rogério Cavalcante, Fred Hollanda, Hélio Pisca,Ney Guedes, Leonardo Luiz, Michell Campos, Daniel Gontijo, Phillipe Hollanda, Eduardo Bahia,Thiago Alef, Fernando Coelho, Lillian Lessa, Renan Carvalho e Daniel Queiroz.

Alessandro Aru - Baixo
Hélio Pisca – Bateria e Sintetizadores
João Paulo – Violão, Guitarra e Voz
Mariana Guedes Quintiliano – Voz

E-mail: arubass@gmailcom




Outro grande trabalho feito em terras brasileiras, da banda carioca Blue Mammoth, formada pelos músicos Julian Quilodran e Andre Michel. "Stories Of A King" é o segundo e mais recente disco do quarteto, seguindo a qualidade já apresentada no debut de 2011. Ouvimos aqui um trabalho de rock progressivo extremamente competente, mesclando influências dos clássicos do gênero (como Yes e Genesis) e toques de modernidade, incluindo alguns momentos de mais peso. São 10 faixas de média duração, com ótimas variações, instrumental afinado e vocais em inglês (que contam histórias de diversos personagens criados pelo grupo).
Uma excelente pedida para qualquer fã de rock progressivo! Notas do site oficial e contato:

The musical material presented on this second album came along with the first album, which means, all this songs were composed on the same period of time. So this songs were set apart for a while during the production and release of the first album, still with no lyrics, but already with some ideas settled. The three songs which make up the suíte "The Story of a King" that finished inspiring the title of the album, were already known to cover this theme.

As the lyrics of the songs were brought out, a conceptual album begun to emerge. Each of the songs of this album tells the story of a character, an individual drama. And each story of each song becomes a spiritual saga visited by the listener in the company of a storyteller. To get to this point, André Micheli had to slightly change the first version of the lyrics of the first song of the album "The Endless Road" that was previously called "The wanderer". On the final version the storyteller - which happens to be the band itself - invites the listener to a long journey watching the endless road travelers; learning, suffering, rejoicing along with the misadventures of life of each former character.

To finally frame the songs and lives lived through them, one last song was composed especially for this purpose. The beautiful ballad "Waiting Room" portrays a last drama of a last character, an internal madman in a sanatorium that receives a message and finds out that it was all an illusion. He is free to another journey on the endless road. The message also reveals to the listener that all lives observed were actually one.

Now we are proud to present to the public our second album. A ten track conceptual one, following the tradition of the good ages of prog rock. Not only good songs reunited, yet an epic work able to take the listener to a great playful and spiritual journey, telling stories, thrilling and making to think. And of course, we have rock. Good rock!


Vinícius de Oliveira - guitarra
Thiago Meyer - bateria
Andre Micheli - teclado, voz
Julian Quilodran - baixo






Trio vindo de Brasília, este é o segundo disco da banda, de 2015, com proposta de fazer música experimental, passando por progressivo, free jazz e música brasileira. Foi produzido pelo membro do Som Nosso De Cada Dia, Pedro Baldanza. O resultado é uma viagem cósmica e colorida pelos sons, sendo totalmente instrumental e com alguns grunhidos e onomatopeias. Descrição do release e contato para adquirir o LP:

Protofonia é um trio de música instrumental, visando ser um laboratório de experimentação sonora para produção de música livre, sem “amarras” estéticas e estiísticas. As influências do grupo abarcam várias vertentes da chamada música contemporânea do século XX - atonalismo, ruidismo, dodecafonismo, minimalismo - além do rock progressivo, do free jazz e da música brasileira. O PROTOFONIA possui dois álbuns gravados. O primeiro CD, homônimo, foi lançado em 2013. O segundo trabalho do trio (“A Consciência do Átomo”, de 2015) foi lançado em LP, com produção de Pedro Baldanza (do lendário Som Nosso de Cada Dia) e conta com participação de Lelo Nazário (Grupo Um, John Scofield, Hermeto Pascoal), através dos selos Editio Princeps (RJ) e Miniestéreo da Contracultura (DF). O grupo também possui trabalhos de composição de trilhas sonoras para teatro e cinema. 

Janari Coelho - bateria
André Chayb - guitarra
André Gurgel - baixo

Facebook
Comprar: Miniestéreo
E-mail: protofonia@gmail.com

domingo, 27 de novembro de 2016

ELECTRONIC/ MPB - RENATO MENDES - Electronicus - 1974


Artista: / Banda: Renato Mendes
Álbum: Electronicus
Ano: 1974
Gênero: Electronic/ MPB
País: Brasil

Comentário: Único e desconhecido álbum do organista paulistano Renato Mendes, pioneiro na música eletrônica no país, ganhando prêmios internacionais; ainda compôs músicas para filmes e foi professor de música. Faleceu em 2013, aos 73 anos. Neste LP ouvimos 10 interessantes versões eletrônicas da nossa música popular, de autores como Chico Buarque, Vinicius de Moraes e Paulinho Nogueira, totalizando pouco mais de meia hora. É todo executado por Ricardo no sintetizador Moog - de forma primorosa -, acompanhado por bateria.
Obra única dentro da nossa música, recomendado para fãs de MPB e Eletrônica.

The pianist and arranger Renato Mendes opened up new musical possibilities in 1974 when it launched Electronicus, perhaps the first record of electronic music in Brazil, a landmark in the history of electronic and Brazilian music. In his record he created for moog versions of classic Brazilian music known in the voice of Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Chico Buarque, among others.
Recorded on 8 channels, plus drums performed by the Norival Ricardo D’Angelo, the rest of the sound is entirely generated by Moog, which emits only one note at a time.  The whole line was built in a process which at the timewas known as "reductions" which consists of going pre-mixing several in a single track and then go re-leveraging the same again.

Text: Discogs

Renato Mendes - Electronicus - 1974 (MP3 192 kbps):
https://yadi.sk/d/ApbpZqGCzx3o4



Músicos:
Renato Mendes (sintetizador Moog)
Norival Ricardo D’Angelo (bateria)

Faixas:
01 A Noite do Meu Bem
02 A Banda
03 Menina
04 Tristeza
05 Balanço Zona Sul
06 Tarde em Itapoan
07 Bolinha de Sabão
08 Desafinado
09 Marcha da 4.ª Feira de Cinzas
10 A Tonga da Mironga do Kabuletê

quarta-feira, 22 de junho de 2016

MPB - RICARDO BEZERRA - Maraponga - 1978


Artista: / Banda: Ricardo Bezerra
Álbum: Maraponga
Ano: 1978
Gênero: MPB
País: Brasil

Comentário: Em homenagem aos 80 anos de Hermeto Pascoal, uma obra toda arranjada pelo Mago e ainda obscura dentro da música brasileira. Trate-se do único disco solo do artista cearense Ricardo Bezerra, contando com invejável time de músicos (listados abaixo), responsáveis por uma viagem musical formidável, passeando por estilos como MPB, rock, jazz, experimentalismo e ritmos regionais. O rico instrumental predomina, com passagens de teclados, flauta, guitarra, violões, percussão e acordeão, acompanhando o vocal de Fagner, Amelinha e do próprio Ricardo.
Altamente recomendado para fãs de MPB.


"Maraponga" partly isn't too far away in atmosphere from Fagner's "Orós ". That's no big wonder because also on this album the fine arrangements are by Hermeto Pascoal, the recordings were done at nearly the same time and Fagner takes part as one of the singers. All in all Pascoal's arrangements are more dreamy here than on "Orós" and there are no "edgier" sound experiences to find like for instance in "Epigrama Nº. 9". I especially like the vocal contribution of Amelinha here. It can be a nice trip to the more imaginative part of the brazilian mpb world by listening to both albums successively.
Text: Rate Your Music

Ricardo Bezerra - Maraponga - 1978 (MP3 192 kbps): 
https://yadi.sk/d/Z518LQdksogSH


Músicos:
Hermeto Pascoal (piano, órgão, garrafa, arranjos)
Ricardo Bezerra (vocal, piano)
Amelinha (vocal)
Fagner (vocal, violão)
Nivaldo Ornellas (flauta, saxofone)
Mauro Senise (flauta, flautim)
Cacau (Claudio Araujo) (flauta)
Zé Carlos (flauta)
Jacques Morelembaum (violoncelo)
Itiberê Zwarg (baixo)
Sergio Boré (percussão)
Sivuca (acordeão, vocal)
Robertinho do Recife (guitarra, viola)
Luiz Paulo Peninha (bateria)
Marcio Malard (violino)
Bernardo Bessler (violino)
Aleuda (percussão)

Faixas:
01 Maraponga
02 Cobra
03 La Condessa
04 Celebração
05 Sete Cidades
06 Gitana
07 Cavalo Ferro
08 Manera Fru-Fru Manera
09 Improviso

domingo, 24 de abril de 2016

RECOMENDAÇÕES NACIONAIS - PARTE III



Retomando a série de postagens feitas no ano passado (que podem ser acessadas aqui e aqui) com artistas e bandas novas no cenário musical brasileiro, trago aqui alguns interessantes trabalhos, que certamente agradarão os seguidores do blog. Começo com a galera do Astralplane, em seu primeiro EP, Pales Tantral, lançado em 2015 e que desponta como um dos ótimos expoentes do "revival" setentista em terras tupiniquins, trazendo uma ótima e viajante mescla de rock progressivo e psicodélico. Segue uma breve introdução ao som da banda e contato:

Composta por Lucas Pereira no vocal, teclados, guitarra e violão, Savio Magalhães na guitarra solo, Rodrigo Amorim no baixo e Gabriel Sanches na bateria, a banda Astralplane foi gerada em Salvador, Bahia. O grupo é fortemente influenciado por bandas de rock psicodélico e progressivo dos anos 70, tais como Pink Floyd, Beatles, The Doors assim como também, bandas mais modernas como o Tame Impala e o Temples. A Astralplane visa em suas canções uma experimentação dos mais variados gêneros do rock com uma pitada de nostalgia e psicodelia. A banda lançou recentemente seu primeiro álbum constando 7 musicas com um trabalho completamente autoral chamado de Pales Tantral.

Soundcloud
Facebook
E-mail: bandastralplane@gmail.com




Seguindo a proposta dos ritmos africanos, principalmente afrobeat, além de pitadas de reggae, surge, também em Salvador, Bahia, o grupo IFÁ Afrobeat. Eles lançaram seu primeiro EP em 2015 numa ponte Brasil-Nigéria, contando com a cantora local Okwei V Odili e bela capa desenvolvida por Lemi Ghariokowu (mesmo que fez 26 capas do lendário Fela Kuti), além de instrumental forte, cativante e diversificado. Como resultado, um excelente trabalho para amantes de afrobeat, conheça:

O IFÁ Afrobeat lançou no dia 19 de agosto o EP “IFÁ Afrobeat + Okwei V Odili”, resultado de um encontro singular com a cantora e compositora nigeriana Okwei V Odili. O EP apresenta 5 canções criadas e arranjadas em parceria entre a banda de afrobeat baiana e a cantora da Nigéria.
O EP “IFÁ Afrobeat + Okwei V Odili” nasceu do encontro entre o grupo de afrobeat instrumental IFÁ Afrobeat e a cantora e compositora Okwei V Odili, que estava fazendo uma residência artística em Salvador. Ao compartilharem temas instrumentais e canções, a banda e a artista chegaram aos arranjos das 5 faixas que fazem parte do EP.
A gravação foi realizada no Estúdio T, com produção de André T e do IFÁ Afrobeat. A capa do EP foi produzida por Lemi Ghariokwu, artista da Nigéria que fez as capas de 26 discos de Fela Kuti, o inventor do afrobeat.

Okwei V. Odili: Voz
Jorge Dubman: bateria
Fabricio Mota: baixo
Átila Santtana: guitarra
Prince Áddamo: guitarra
Alexandre Espinheira: percussão
Normando Mendes: trompete
Raiden Coelho: Sax e Flauta
Matias Hernan Traut: trombone
André T: teclado
Anda Szilagyi: teclado

Facebook
E-mail: ifa.afrobeat@gmail.com
Download Gratuito: AudioMack



Fechando esta terceira parte com o grupo carioca Cortence, que lançou em 2015 seu primeiro EP, A Dream in Azure. O som da banda nas 5 faixas pode ser classificado como rock progressivo, junto a doses acentuadas de space e heavy rock, com pegada moderna e em momentos viajante e sombria. O vocal é sempre em inglês. Um pouco mais da história e contato dos caras: 

A Cortence é uma banda fundada no Rio de Janeiro em 2013 de rock/heavy progressivo e lançamos nosso primeiro EP chamado A Dream in Azure em março de 2015 que está disponível em todas as principais lojas virtuais. O EP dura 25 minutos e conta a história de uma pessoa que abandona sua realidade para viver num mundo de sonhos. Somos um projeto completamente independente e temos outro álbum já em processo de produção.

Eddy Lance (vocal, teclados)
Matheus Maito (guitarra, violão)
Ramon Oliveira (baixo, guitarra)
Rômulo Cavalcanti (bateria)

Facebook
Bandcamp
Youtube


Estes álbuns foram postados apenas na intenção de divulgação, sendo assim não disponibilizarei links de downloads próprios do blog. Caso esteja interessado, entre em contato pelos endereços fornecidos na postagem para comprar ou baixar o disco. Caso esteja interessado em divulgar seu trabalho no blog, entre em contato por e-mail (prolasdorock@yahoo.com), saiba mais aqui.

These albums were posted only in the intention of divulgation, so I will not send downloads links. If you are interested, please contact the band's site provided in the post to purchase or download the album. If you want to promote your album or band in the blog, contact me by e-mail (prolasdorock@yahoo.com), more info here.

sábado, 9 de janeiro de 2016

LATIN JAZZ - MARCOS RESENDE & INDEX - Festa Para Um Novo Rei - 1978


Um dos 11 LPs lançados pela Philips entre 1978 e 81 na série MPBC (Música Popular Brasileira Contemporânea), com a intenção de mostrar a música instrumental através de compositores, instrumentistas e arranjadores nacionais. Posto aqui o projeto da banda Index, liderada pelo pianista Marcos Resende e com presença Oberdan Magalhães, Claudio Gabis, Jorge Degas, entre outros. Infelizmente este foi o único trabalho do grupo.
Festa Para Um Novo Rei, de 1978, é composto por 9 faixas instrumentais mesclando influências de jazz e ritmos latinos e brasileiros, como o samba. O som é bastante diversificado e dinâmico, com incríveis performances nos teclados, saxofone e percussão, acompanhados ainda por flauta e guitarra. Quanto as faixas destaco "Festa Para Um Novo Rei", "Areias" e a bela versão de "Vidigal", apesar de ser uma obra consistente.
Uma das tantas pérolas da nossa música, altamente recomendada para fãs de samba jazz e fusion em geral.

Marcos Resende & Index - 1978 (MP3 192 kbps):
https://mega.nz/#!d8pQ0YqL!70YCUo38Savu09UcV6tgx0WcrMSBy06cuVYpw_HuZHs

One of the 11 LPs released by Philips between 1978 and 81 in MPBC series (acronym for Contemporary Brazilian Popular Music), with the intention of showing the instrumental music by local composers, instrumentalists and arrangers. Post here the project of the band Index, led by pianist Marcos Resende and with presence of Oberdan Magalhães, Claudio Gabis, Jorge Degas, among others. Unfortunately this was the only album of the group.
"Festa Para Um Novo Rei" (Party For A New King), of 1978, consists of nine instrumental tracks mixing influences of jazz and Latin/ Brazilian rhythms, such as samba. The sound is quite diverse and dynamic, with incredible performances on keyboards, saxophone and percussion, still accompanied by flute and electric guitar. Best tracks are "Festa Para Um Novo Rei", "Areias" and the beautiful version of "Vidigal", despite being a solid work. One of the many pearls of Brazilian music, highly recommended for latin/ samba jazz fans.

Marcelo Salazar (congas, percussão)
Wilson Meireles (bateria)
Jorge Degas (baixo)
Claudio Gabis (guitarra)
Marcos Resende (piano, sintetizador, arranjos)
Oberdan Magalhães (flauta, saxofone tenor)

01 Terra De Vera Cruz 3:36
02 Adriana 4:00
03 Macacheira 3:57
04 Terra De Santa Cruz 3:46
05 Festa Para Um Novo Rei 6:04
06 Mulato 4:39
07 Areias 3:59
08 Vidigal 4:58
09 Corsários 7:42

terça-feira, 29 de setembro de 2015

RECOMENDAÇÕES NACIONAIS - PARTE II


Continuando as recomendações de bandas nacionais atuais, uma banda formada em Itajubá-MG por quatro nativos americanos e um brasileiro. Os Grigos tem uma proposta voltado ao rock clássico e autoral, com forte pegada raízes no country e blues americano, tocado de forma competente, com boas guitarras, vocais em inglês e harmônica, ainda ouvimos alguns toques de música brasileira em momentos. Lançam neste sementes seu primeiro álbum (em formato digital e físico). Aqui vai uma breve introdução ao som da banda:

Bootleggin’ foi a composição inicial da banda em 2013, mesclando uma melodia e batida forte do estilo estadunidense conhecido como rock-a-billy (country, blues e rock n roll) com letras que homenageiam a correnteza do rio, uma garrafa de cachaça, o brilho da lua, uma estrada de terra, e dançando em volta de uma fogueira com uma mulher. A melodia, originalmente composta por Jimmy Huntington num violão, pediu as letras que João compôs, enquanto os três tomavam cachaça no quintal da casa do Daniel.

Polyglot possui uma batida swingada de funk americano e hip-hop, com participação do tecladista de jazz Omar Fontes e saxofonista/flautista Buga Junior. Com letras em nove idiomas, foi uma das últimas composições a se concretizar no primeiro álbum e fala a respeito do mundo globalizado, interações multi-culturais e vários trocadilhos linguísticas para os ouvintes se divertirem.

Daniel Friend (guitarra)
Guilherme Paiva (bateria)
Jimmy Huntington (guitarra)
João Castilhos (vocal)
Justin Hansen (baixo)

Facebook
Site Oficial




Finalizo com o primeiro álbum do músico paranaense Antônio (ou Antônio Rock), que lança este ano seu primeiro CD intitulado Profecias e Delírios. Seu som é baseado em um blues "moderno" e inovador, bastante pesado e com alguns toques de música regional, as letras são em português, segundo o próprio artista influenciado por nomes como Raul Seixas e The Doors. Algumas de suas músicas e contato em redes sociais:

Facebook


Estes álbuns foram postados apenas na intenção de divulgação, sendo assim não disponibilizarei links de downloads próprios do blog. Caso esteja interessado, entre em contato pelos endereços fornecidos na postagem para comprar ou baixar o disco.
Caso esteja interessado em divulgar seu trabalho no blog, entre em contato por e-mail (prolasdorock@yahoo.com), saiba mais aqui.  

These albums were posted only in the intention of divulgation, so I will not make blog's own downloads links. If you are interested, please contact the band's site provided in the post to purchase or download the album.
If you want to promote your album or band in the blog, contact me by e-mail (prolasdorock@yahoo.com), more info here.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

RECOMENDAÇÕES NACIONAIS - PARTE I



Antes de fechar mais uma sequência de postagens de bandas americanas, apresento aos seguidores deste espaço alguns ótimos e novos trabalhos nacionais, que entraram em contato com o blog. Começo com um das meus grupos nacionais atuais favoritos, o Kaoll, que lança seu terceiro álbum, Odd, trazendo um brilhante e dinâmico jazz fusion e seguindo o objetivo inicial da banda, de valorização da música instrumental ao grande público. Além disso, conta com uma bela lista de músicos convidados, aqui vai uma breve introdução:

Com o lançamento do álbum “Odd”, o trio guitarra, flauta e bateria afirma uma postura mais direta, setentista e experimenta formações com convidados. A faixa “Aquiles Barbecue” contou com a colaboração do lendário contrabaixista Billy Cox, das bandas de Jimi Hendrix, e o disco também traz participações do percussionista João Parahyba (Trio Mocotó), Paulo Garfunkel no clarone e clarinete, Ricardo Vignini nas violas (Moda de Rock), Gabriel Costa (Violeta de Outono) e Ney Haddad (Mobilis Stabilis) nos contrabaixos, Fábio Ribeiro (Angra) nos teclados e pianos, entre outros colaboradores. Com pegada estradeira, o disco revela as influências de Jimi Hendrix, Marco Antônio Araújo, Led Zeppelin, King Crimson, Jethro Tull e Black Sabbath.

Bruno Moscatiello (guitarra)
Yuri Garfunkel (flauta transversal)
Dokter Leo (bateria)

Site Oficial
Facebook




Agora um trabalho solo do guitarrista Carlos Quefrem, aqui vai uma rápida biografia e apresentação do seu mais novo projeto intitulado Guitar Vox, novamente na linha competente de jazz fusion, mas com toques de estilos variados como hard rock e soft.

"Instrumentista, Compositor, Arranjador com 4 álbuns no mercado fonográfico, Carlos Quefrem destaca-se como um dos mais virtuosos guitarristas de “fusion”. Em sua carreira como músico solista, criou e desenvolveu técnicas explorando a guitarra de maneira ímpar, contribuindo em gravações musicais e apresentações ao lado de importantes nomes da música brasileira.

“Guitar Vox” transborda tendências e fusões do Rock com o Jazz, através de seus temas e improvisos."

Cdbaby
Facebook



Fecho esta primeira parte com uma banda de São Paulo, Shirley, formada em 2013, e que lançou no ano passado seu primeiro EP. São 5 faixas com som viajante e experimental, além de letras em português e com toque crítico. Uma rápida introdução e link para bandcamp:

"São três guitarras, duas vozes, bateria eletrônica e um raro toque de trompete rodeando as silhuetas...
Shirley surgiu com propostas licenciosas e caráter provocativo. São letras que cobram o resgate da velha liberdade e acordes que soam como no trato. Dispenso as maiúsculas.

São músicas dançantes com pitadas de sujeiras: Shirley só sabe trabalhar composições próprias, mesclando rock selvagem com a sedução vulgar dos tempos idos. Embora conserve o hábito de se vestir com roupas íntimas dos anos 50, Shirley tem um timbre carregado de eco e maquiagem e sua harmonia se oferece de modo bastante atual."




Estes álbuns foram postados apenas na intenção de divulgação, sendo assim não disponibilizarei links de downloads próprios do blog. Caso esteja interessado, entre em contato pelos endereços fornecidos na postagem para comprar ou baixar o disco.

These albums were posted only in the intention of divulgation, so I will not make blog's own downloads links. If you are interested, please contact the band's site provided in the post to purchase or download the album.

sábado, 5 de setembro de 2015

PSYCH/ FUNK ROCK - ACHADOS E PERDIDOS - Same - 1974


O grupo Achados e Perdidos surgiu no Rio de Janeiro em 1974 a partir de ex-membros do Diagonais, lançando dois compactos e um LP até o ano seguinte. Característicos pelo estilo glam, nos cabelos coloridos e roupas espalhafatosas, a banda infelizmente não conseguiu sucesso e se desfez em pouco tempo, dois integrantes ainda formaram a banda Taxi no final da década.
O homônimo de 74 é composto por 12 faixas que totalizam pouco mais de meia hora e misturam influências como psicodelia, soul/ funk, samba-rock e baião. O vocal é marcante e descontraído, com bem-humoradas letras em português abordando temas como dia-dia, regionalismo e sentimentos. O instrumental é simples, contando com clássico trio bateria/ baixo e guitarra, junto a raros momentos de sintetizador, flauta, sanfona e gaita.
Um bom e típico exemplo do rock nacional dos anos 70, pérola recomendada!

Achados e Perdidos - 1974 (MP3 192 kbps):
https://mega.nz/#!t15kAIhT!zgMjf_A_uGJKGsa-1mQUPpnQPdvgUsJghJ9F3iuYYtQ

The group "Achados e Perdidos" was formed in Rio de Janeiro, Brazil, in 1974 by former members of "Diagonais", releasing two singles and an LP until the following year. Characteristic by glam style, colored hair and flashy clothes, the band unfortunately failed to succeed and fell apart soon after, two members still formed the band Taxi at the end of the decade.
The self-titled consists of 12 tracks totaling just over half an hour and mix influences like psychedelia, soul / funk, samba rock and ballads. The vocal is remarkable and relaxed, with humorous lyrics in Portuguese covering topics such as daily life, regionalism and feelings. The instrumental is simple, with classic trio drums / bass and guitar, along with rare moments of synthesizer, flute, accordion and harmonica. Good example of Brazillian 70s rock, especially recommended for Portuguese speakers.



Max Luíz (voz)
Genival Camarão (voz)
Amaro (voz)

01 Festa Dos Bichos 2:16
02 Pinga Colírio Nessa Paisagem 2:56
03 Nervoso Demais 3:05
04 Cabeça Oca 2:16
05 Respeito Muito O Povo Português 2:59
06 Esperando O Dia Vir 3:26
07 Cauboi Do Ceará 3:00
08 Pés Sujos, Consciência Limpa 2:44
09 Eu E A Carolina 2:39
10 Memórias 2:41
11 No Fundo Do Bau 2:49
12 Último Calango Tango 2:59