quarta-feira, 7 de julho de 2021

PSYCHEDELIC ROCK - PULSARIY (ПУЛЬСАРЫ) - Same - 1971


Artista / Banda: Pulsariy (пульсары)
Álbum: Pulsariy (пульсары)
Ano: 1971
Gênero: Psychedelic Rock
País: Rússia

Comentário: Pérola vinda da antiga União Soviética, mais precisamente da pequena cidade de Dubna, próxima de Moscou. O grupo Pulsariy surgiu em 1970 pelas mãos do organista e matemático Boris Guétmanov, que já liderava outra pequena banda local nos anos 60. Eles tiveram curto período de atividade, encerrando em 1972, resumido a poucos ensaios e nenhum concerto ou lançamento oficial por conta de proibições governamentais. 
As gravações que trago neste post foram feitas de forma amadora em ensaios do sexteto, que milagrosamente sobreviveram e foram redescobertas e remasterizadas graças à internet. São 6 faixas de autoria própria, apesar das letras saírem de poemas de Sergei Yesenin, totalmente dominadas pelo órgão de Boris, com alguns bons momentos também das guitarras, sendo as canções cantadas mais voltadas a psicodelia dos anos 60 com pegada de rock de garagem. As duas instrumentais, "Инструментальная композиция" e "Джазовая композиция", trazem uma atmosfera experimental e densa na primeira e jazzística na última. A qualidade de gravação claramente não é das melhores, mas não compromete totalmente a audição.

Primo keyboard-driven garage rock, five years behind the "free world" but cutting edge for the Soviet Union. Пульсары (Pulsary) privately recorded an ep's worth of songs for themselves in Fall '71 and somehow, the tapes survived. Throughout, the band displays a haunting, mournful vibe, as if they are acutely aware of their perpetual isolation, doomed to exist in a society that doesn't care. Listening to this makes me wonder how much of the best music of the USSR was never released.


Músicos:
Boris Guétmanov (órgão)
Pavel Tabunov (guitarra)
Alexander Lyulin (guitarra)
Vladislav Przhegorlinsky (baixo)
Vyacheslav Kirov (bateria)
Vitaly Rybakov (vocal, guitarra ritmica)

Faixas:
01 Тёмна ноченька 5:02
02 Дорога 3:50
03 Осень 3:29
04 Инструментальная композиция 5:46
05 Берёзка 4:12
06 Джазовая композиция 4:11

domingo, 4 de julho de 2021

FUNK / LATIN JAZZ - ST. VINCENT'S SUPERSOUND LATINAIRES ORCHESTRA - Same - 1972


Artista / Banda: St. Vincent's Supersound Latinaires Orchestra
Álbum: 
St. Vincent's Supersound Latinaires Orchestra
Ano: 1972
Gênero: Latin Jazz / Funk / R&B
 País: São Vicente e Granadinas

Comentário: A música realmente é algo sem fronteiras, algumas provas disso já foram apresentadas anteriormente aqui no blog e este post é mais um exemplo disso. Das pequenas ilhas de São Vicente e Granadinas, nas Antilhas do caribe, vem a St. Vincent's Supersound Latinaires Orchestra (ou simplesmente St. Vincent's Latinaires), uma super banda precursora na então colônia britânica. Pouco se sabe sobre a história do grupo, mas foram atuantes na primeira metade dos anos 70, lançando dois LPs produzidos em Barbados pelo selo Soufrière.
Trago aqui o debut de 1972, que leva o nome do conjunto, dividido em 10 faixas curtas, totalizando pouco mais de 30 minutos. A maioria são covers de canções consagradas nas vozes de James Brown, Creedence, The Fortunes, entre outros, evidenciando uma forte influência do funk, R&B e pop rock norte-americano, mas com roupagem interessante e forte trabalho de metais e cozinha. Minhas canções preferidas são as próprias ou de artistas locais: "Oupani", "Winer Girl", "Roasted or Fried" e "Ah Love Me Calypso". Todas instrumentais onde os músicos mostram seu valor em grande solos, mesclando jazz aos ritmos caribenhos, tendo como resultado um groove pesado e cativante.
Apesar de mostrar um potencial para algo ainda melhor, vale muito a audição para fãs de jazz latino. 

From the small islands of Saint Vincent and the Grenadines, in the Caribbean Antilles, comes the St. Vincent's Supersound Latinaires Orchestra (or simply St. Vincent's Latinaires), a super pioneer band in the British colony back that time. Little is known about the group's history, but they were active in the first half of the 70s, releasing two LPs produced in Barbados by the label Soufrière.
I bring here their self-titled debut of 1972, divided into 10 short tracks, totaling just over 30 minutes. Most are covers of famous songs of James Brown, Creedence, The Fortunes, among others, showing a strong influence of funk, R&B and American pop rock, but with interesting versions and strong metal session. My favorite songs here are their own, "Oupani", "Winer Girl", "Roasted or Fried" and "Ah Love Me Calypso". All instrumentals where the musicians show their value in great solos, mixing jazz with Caribbean rhythms, resulting in a heavy and catchy groove.



Músicos:
Kenton Kirby (vocal, tamborim, campana)
Deryck Morris (baixo)
Errol Seales (congas)
Joseph "Bo" McIntosh (bateria)
Alfred Wilson (guitarra)
Kerwyn Morris (órgão)
Julian McIntosh (saxofone)
Busta Neverson (trombone)
Don McIntosh (trompete)

Faixas:
01 Oupani 3:22 
02 I've Found Someone of My Own 3:29 
03 I Don't Know How to Love Him 3:53 
04 Winer Girl 3:12 
05 Roasted or Fried 4:18 
06 Here Comes That Rainy Day Feeling Again 3:32 
07 Hot Pants I'm Coming 3:19 
08 It's Just a Though 3:18 
09 Superstar 3:42 
10 Ah Love Me Calypso 3:07

quarta-feira, 30 de junho de 2021

PROG FOLK - DAGENS RÄTT - Sommarregn - 1972


Artista / Banda: Dagens Rätt
Álbum: Sommarregn
Ano: 1972
Gênero: Prog / Folk / Soft Rock
 País: Suécia

Comentário: Este é um disco que está 'na fila' de postagens há uns bons anos, por não ter nenhuma forma de acha-lo pela internet, sendo agora uma exclusividade do Pérolas do Rock. As informações sobre o grupo Dagens Rätt são praticamente inexistentes, apenas as existentes na contracapa, tendo lançado um único LP pelo pequeno selo local Imas com apenas 200 cópias e nunca relançado, se tornando item cobiçado entre colecionadores.
   O álbum conta com 13 curtas faixas, sendo metade cantada em sueco e metade em inglês. A mescla de estilos aqui presente é típica dos países nórdicos na época, enraizado no folk rock acústico com doses de jazz e prog em alguns momentos, com boas passagens de saxofone, clarinete e flauta, presentes nas músicas em língua local até baladas soft pop, que infelizmente predomina nas canções em inglês e as torna dispensáveis (com exceção de 'Peter With The Purple'). Alguns interessantes solos de guitarra e piano também são ouvidos. 
Mesmo não sendo regular ou memorável, este é um trabalho que tem seu valor musical e, principalmente, pela sua raridade.

This is an album that has been in my list for some years now, as there is no way to find it on the internet, but now it's first posted with download here. Information about the Dagens Rätt group is practically non-existent, only the ones on the back cover. They released one only LP by a small local label Imas with only 200 copies and never re-released, becoming a coveted item among collectors.
   The album features 13 short tracks, half sung in Swedish and half in English. The mix of styles here is typical of the Nordic countries at the time, rooted in acoustic folk rock with some doses of jazz and prog at times, with good passages of saxophone, clarinet and flute, present in local language songs to poor soft pop ballads , which unfortunately predominates in English songs (with the exception of 'Peter With The Purple'). Some interesting guitar and piano solos are also heard.
Even though it is not regular or memorable, this is a work that has its musical value and, mainly, for its rarity.

Dagens Rätt - Sommarregn - 1972 (MP3 320 kbps):
https://disk.yandex.com/d/_iBdjYti0ysLRA

Músicos:
Bo Pettersson (clarinete, flauta, saxofone, harmônica, vocal)
Hans Olsen (piano, violão, vocal)
Lars Pettersson (guitarra)
Nils Ellström (bateria)
Per Engström (piano, violão, vocal)
Peter Gustavsson (baixo)

Faixas:
01 Sommarregn
02 Oh Pap Oh Dah
03 Minnet Av Dej
04 Utopia
05 Lost Down And Weary
06 Jag Ville Jag Vore
07 Sång Om Ett Avsked
08 Sommarlov
09 Walk Right In
10 Dreamlady
11 Lapp-Nils
12 Jag Vill Kunna Sjunga
13 Peter With The Purple


sexta-feira, 25 de junho de 2021

ZAM ROCK - THE OSCILLATIONS - I Can See It Coming - 1978


Artista / Banda: The Oscillations
Álbum: I Can See It Coming
Ano: 1978
Gênero: Zam Rock / Psychedelic Rock
País: Zâmbia

ComentárioApós um bom tempo afastado da 'blogosfera' musical, venho agradecer imensamente as dezenas de comentários nesses últimos meses e a marca expressiva de 2 milhões de visualizações no blog, por conta disso deixo aqui aos leitores uma pérola de mais alta raridade. The Oscillations foi uma banda formada em meados dos anos 70 em Kitwe, norte da Zâmbia e uma das poucas de fora da capital, ganhando notoriedade local e lançando seu único LP pelo selo Teal, hoje quase impossível de conseguir, sendo remasterizado e relançado em 2020 pela Strawberry Rain.
Todos que acompanham o blog sabem o quanto eu sou fã da cena ZamRock, para mim uma das mais ricas em todo hemisfério sul, e este é um álbum que passou despercebido nestes últimos anos, mas veio como grande surpresa positiva dado seu ano de gravação (1978), quando as bandas já estavam em declínio. Mas em I Can See It Coming temos talvez um dos melhores trabalhos de todo ZamRock, um disco que mostra toda seu poder em "Request to God", faixa instrumental de abertura que traz uma porrada heavy psych com guitarra fuzzy e percussão endiabrada. São 8 faixas totalizando 40 minutos, sendo nenhuma ruim, com trabalho matador de Victor Kasama na guitarra, que por curiosidade era portador de paralisia infantil. Destaque ainda para "Boogaloo With a Feeling", "Death Has Come Today" e "I See It Come".
Altamente recomendado para todo e qualquer fã ou interessado em ZamRock e psicodelia africana!

After a long time away from the blog, I'm immensely grateful for the dozens of comments in recent months and the expressive mark of 2 million views, because of that I leave here to readers a real African gem. The Oscillations were a band formed in the mid 70s in Kitwe, northern Zambia and one of the few outside the capital, gaining local notoriety and releasing their only LP on the Teal label, now almost impossible to find, being remastered and re-released in 2020 by Strawberry Rain.
This is an album that has gone unnoticed in recent years, but it came as a great surprise given its year of recording (1978), when the local bands were already in decline. "I Can See It Coming" is one of the best records in all ZamRock history, an album that shows all its power in "Request to God", opening instrumental track that brings a heavy psych with fuzzy guitar and great percussion. There are 8 tracks totaling 40 minutes, none of which are bad, with killer work by Victor Kasama on guitar, who, out of curiosity, had infantile paralysis. Highlights for "Boogaloo With a Feeling", "Death Has Come Today" and "I See It Come".
Highly recommended for any fan or anyone interested in ZamRock and African psychedelia!

The Oscillations - I Can See It Coming - 1978 (160 kbps):
https://disk.yandex.com/d/jRMBIE3ys6aZyw

Victor Kunda Kasama


Músicos:
Sylvester Mwape Ngwira (baixo, backing vocal)
Christopher Juggie Tembo (bateria, percussão, backing vocal)
Victor Kunda Kasama (guitarra, vocal)
Emmanuela Masele (guitarra, backing vocal)

Faixas:
01 Reguest to God 
02 Kapande 
03 Going Under 
04 Boogaloo With a Feeling 
05 Tininsile Mwana 
06 Death Has Come Today 
07 I Am a Lover 
08 I See it Come

quinta-feira, 9 de abril de 2020

FOLK ROCK - MAYTREA & SILVELENA - Novo Eden / Amar - 1976


Comentário: Em meus recentes mergulhos pelas obscuridades do mundo da música, ainda me surpreendo com os registros brasileiros que encontro sendo redescobertos graças a era digital e um dos mais recentes deles foi este compacto lançado por uma das figuras mais importantes da história do rock paulista: Zé Brasil, líder e fundador da banda de prog Apokalypsis, que possui 2 CDs lançados nos anos 2000 com registros de 1974 e 75. Zé continua na ativa com diversos projetos e um recente CD solo, de 2017 (todos altamente recomendados para os leitores que ainda não conhecem).
Este registro em especial possui um ar de obscuridade digno de reativar este blog, mesmo que não em definitivo, após longo hiato. Foi um projeto paralelo ao Apokalypsis e em parceria com sua companheira, Silvia Helena, que o acompanha musicalmente desde então, aqui usam o pseudônimo "Maytrea & Silvelena" e lançaram este único single pelo selo independente Atmosfera com presença de músicos da cena local da época, com destaque para Egídio Conde que integrou Moto Perpétuo.
São duas músicas bem resumidas pelos trechos de Amar: "Vamos juntos construir um mundo novo / Pleno de esperança, amor, justiça e paz". Levada típica do rock nacional setentista, mesclando calmaria e equilíbrio na lírica hippie e viajante e belas harmonias vocais com rock rural (ou folk), além de doses de lisergia e música progressiva através do bom trabalho nos teclados e piano de Paulinho Machado (que participou do debut de Zé Ramalho). 
Gostaria de agradecer a todos pelos comentários neste período sem atualizações! Infelizmente esta não é uma volta oficial do blog, mas apenas uma mera recomendação musical para esta quarentena (também não disponibilizarei o link para download, mas a audição pode ser feita abaixo). Nos vemos por aí...

Silvia Helena e Zé Brasil

Músicos:

Gerson Frutuoso (baixo)
Egídio Conde (guitarra)
Paulinho Machado (teclados, piano)
Silvelena [Silvia Helena] (vocal)
Maytrea [Zé Brasil] (vocal, violão, bateria)

Faixas:
01 Novo Eden
02 Amar

terça-feira, 2 de julho de 2019

FIM / THE END


Após 6 anos e meio nesta jornada no mundo blogger, anuncio o fim (temporário ou definitivo) das atividades do 'Pérolas do Rock'n'Roll'. Os leitores perceberam a diminuição na frequência de postagens neste último ano, decorrente de falta de tempo e ânimo para seguir postando. Infelizmente este momento chega para (quase) todos.
Agradeço novamente a todos os leitores e irmãos blogueiros que acompanharam o espaço por todo esse tempo, incentivando, dando sugestões e colaborando para o crescimento deste espaço. As postagens continuarão no ar e os links para download aos poucos serão disponibilizados nas próprias, como acontecia até 2015.
Mantenho-me aberto para conversas sobre música, seja pelo e-mail ou outras redes sociais. Até breve!

Atenciosamente,
André "Dedé"

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After 6 years and a half in this journey in the blogger world, I announce the end (temporary or definitive) of the activities of the blog 'Pérolas do Rock'n'Roll'. The readers noticed the decrease in the frequency of posts since last year, due to the lack of time and spirit to continue posting. Unfortunately this moment arrives for (almost) all.

Thanks again to all the readers who have accompanied the space for all this time, encouraging, giving suggestions and collaborating for the growth of this space. The albums will continue on the air and download links will gradually be available on the posts, as it was until 2015.

I keep myself open for conversations about music, whether by email or other social networks. See you later!

Regards,
André "Dedé"

domingo, 24 de fevereiro de 2019

HARD / COUNTRY ROCK - SPRINT - Same - 1977


Artista / Banda: Sprint
Álbum: Sprint
Ano: 1977
Gênero: Hard / Country Rock
País: Hungria

Comentário: Pérola vinda da Hungria e cujas informações são praticamente inexistentes na internet. Lançaram um único LP e outros dois compactos pelo selo estatal Pepita. Alguns de seus membros seguirem breve carreira solo ou ingressaram em outros grupos.
Neste debut ouvimos 10 curtas faixas que mesclam hard rock simples e country/ blues do sul dos EUA, que vivia seu auge na época (algo pouco usual para bandas 'oficiais' da cortina de ferro). As guitarras guiam o instrumental, acompanhadas por animada seção de metais, percussão e piano, em solos que rivalizam em quase todas as canções. As letras são todas em húngaro e geralmente cantada em coro. Surpreendente e interessante registro para fãs de country, especialmente pela localidade.

Sprint was a band from Hungary and almost no information is available on the internet. They released one rare LP and two singles by the state label Pepita. Some of its members follow a brief solo career or join other groups.
In this self-titled debut we hear 10 short tracks mixing hard rock and country / blues from the Southern bands of the time (something unusual for 'official' bands of the Iron Curtain). The guitars guide the instrumental, accompanied by exciting section of metals, percussion and piano, in solos that rival in almost all the songs. The lyrics are all in Hungarian and usually sung in chorus.

Sprint - Sprint - 1977 (MP3 192 kbps):
https://yadi.sk/d/Qpybl96Zb9GPPg

Músicos:
Benkő Róbert (baixo, vocal) 
Németh Tamás (bateria)
Faragó István (guitarra, tambura)
Dzodzoglu Jorgosz (percussão)
Turcsek László (piano, vocal) 
Bergendy Péter (saxofone)
Bergendy István (saxofone)
Komár László (vocal)

Faixas:
01 Postakocsi I 
02 Tudod-e még? 
03 Hajón, hazafelé 
04 Gyenge ember 
05 Ballada egy barátom emlékére 
06 Talán egy perc alatt 
07 Sárga kép 
08 Hova, hova pajtás? 
09 Jó kedvem van végre 
10 Postakocsi II

sábado, 9 de fevereiro de 2019

KRAUTROCK / JAZZ FUSION - REAL AX BAND - Just Vibrations - Live At The Quartier Latin Berlin - 2018 (1978)


Artista / Banda: Real Ax Band
Álbum: Just Vibrations – Live At The Quartier Latin Berlin
Ano: 2018 (1978)
Gênero: Krautrock / Jazz Fusion / Prog
País: Alemanha

Comentário: Grupo alemão surgido em 1976 e incluía em sua formação ex-membros de Embryo, Missus Beastly e Missing Link. Lançaram um único álbum no ano seguinte, porém sem sucesso comercial o grupo acumulou dívidas e, junto da troca de músicos, levou ao seu fim precoce pouco depois. Posto aqui um ao vivo na capital Berlin em 1978, mas que só foi redescoberto e lançado 40 anos depois, pela Sireena Records.
Este CD surpreende quem já conhecia a banda pelo seu disco de estúdio por trazer um som mais audacioso e criativo. Totalizando mais de uma hora, dividida em sete longas faixas, a obra segue a proposta de mesclar krautrock com jazz fusion (tendo aqui doses de funk e prog), em jams que beiram a experimentação e lisergia, apesar de técnica invejável dos músicos presentes. A dobradinha guitarra / teclado guia o instrumental em grandes solos, rivalizando com a bela voz feminina de Maria Archer (letras em inglês).
Pérola recomendada para todo fã de kraut e rock alemão no geral!

Real Ax Band might have been something of a minor footnote in German jazz rock history, their original recorded output was limited to an album and a few songs on anthologies, but they were a much better band than that. They not only had an extremely talented singer in Maria Archer but they were an extremely tight band, performing a style that wasn't terribly far from Kraan or Embryo around the same time except with a bit more commercial flair. A band of this persuasion is just going to shine and by "Everyone I Know" you know you're in the presence of an outstanding band, it just lifts off and kills. 
No matter how pell mell the pace, the band is just tight and assured, the bass and drums locked in like all the best jazz rock groups. Amazingly, Real Ax is just getting warmed up at this point. As they start moving into jams, the guitarist wakes up and starts laying down fire. 25 minutes into this thing and I was practically exhausted. Utterly relentless, badass playing by a band plugged right into the creative well. The band is still in terrific form though, although it started to dawn on me that Archer wasn't showing up on vocals for a lot longer stretches than you would have expected from the studio album.
Text: Exposé

Real Ax Band - Just Vibrations - 1978 (MP3 192 kbps):
https://yadi.sk/d/LTcRFzVjlfwYSQ


Músicos:
Maria Archer (vocal)
Christopher Mache (baixo, vocal)
Marlon Klein (bateria, percussão)
Dieter Miekautsch (teclado, vocal)
Heinz-Otto Gwiasda (guitarra, vocal)

Faixas:
01 You Really Shouldn’t Act Like That 10:44
02 Everyone I Know 12:49
03 Someone Else In My Skin 08:47
04 Dreitag Der Freizehnte 05:27
05 Waiting 13:03
06 Sammelsurium (et Brimborium) In Aquarium Est 13:21
07 Just Vibrations 1:11

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

PSYCH/ JAZZ ROCK - COMPASS - Same - 1970


Artista: / Banda: Compass
Álbum: Compass
Ano: 1970
Gênero: Psychedelic / Jazz Rock
País: EUA

Comentário: Quase nenhuma informação é conhecida sobre este grupo americano, que lançou um único disco pela pequena AJP e passou despercebido pelo público, fazendo com que a banda sumisse do mapa. São 8 faixas de um caldeirão de influências que refletem a capa - um amontoado de elementos que não se misturam usualmente - por momentos que vão desde jazz e brass rock até psicodelia e experimentação, passando por blues e baladas (quase um estilo por música). O instrumental é bastante variado, tendo seção de metais marcante, acompanhados por órgão e guitarra, além de passagens de percussão e violino. Destaque para as músicas mais longas, "White Painted Lady", "The Twins" e "S R Blues", que salvam a obra de ser comum. Vale a audição mais pela raridade!

Blues based rock album, with added horns veering the contents towards brass rock. Side 2 moves into more experimental jazz rock territory before settling back into its blues groove to close the album. Somewhat typical of a 1970 USA release, with little cohesion or purpose. Recommended for those who like their brass rock on the bluesy side.
Text: RateYourMusic

Compass - Compass - 1970 (MP3 320 kbps):
https://yadi.sk/d/NucrvM1OUmV2mQ

Músicos:
David Pieri (baixo)
Frank Marsico  (bateria, percussão)
Bruce Smith (guitarra, vocal)
Paul Clemens (vocal)
Greg Drzewicki (órgão, piano, percussão)
Buzzy Ostroff (saxofone, piano, órgão, vocal)
Lloyd S. Moll (trombone, órgão)
Ron Weitz (trompete, percussão)
+
Charles Moll (trompete)
Ronnie Dubin (trompete)
Walt Kostyk (guitarra) 
Denny Delvea (baixo, violino) 

Faixas:
01 White Painted Lady 7:22
02 A Canterbury Tale 3:51
03 Great To Be Alive 4:30
04 The Twins 6:26
05 Charlatan 3:05
06 S R Blues 8:38
07 A Song That Calls For Love 5:48
08 Think About Me When You Pray 3:47

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

RECOMENDAÇÕES NACIONAIS - PARTE VI



Depois de um longo hiato, volto com as postagens especiais trazendo as ótimas bandas nacionais que movimentam o cenário atual. Começo com uma que ainda não apareceu por aqui, mas que já estava em tempo: Galo Power, power trio goiano dos que mais me chamam atenção na atual cena recente. Estão na estrada há mais de 1 década, com volta da formação original, lançou seu 4o álbum ano passado: "Bote", um petardo que não fica devendo em nada para os obscuros heavy psych setentista, corriqueiros aqui no blog, mesclando ainda pitadas de música brasileira, blues em jams ferozes e de personalidade. As letras são em inglês e português. 
Detalhe interessante é a versão de 'House of Fear', homenagem ao Ngozi Band, ícone do ZamRock e figurinha carimbada por aqui. Vale (e muito) conferir!

Bruno Galo (guitarra, violão, vocal)
Evandro Galo (bateria)
Rodolpho Gomes (baixo, viola, vocal)

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E-mail: thegalopower@gmail.com





Vindo de Santos, temos outro trio: Amphères, formada em 2016, a partir de músicos que já tocavam juntos em outros projetos, e que lançou no começo do ano passado seu segundo EP. Com 5 faixas, temos aqui uma neo-psicodelia bem elaborada, viajante e autêntica. As letras são todas em português e com belos vocais femininos e masculinos.

Transitando entre diversas vertentes do rock alternativo, muitas vezes com nuances psicodélicas, o som da banda Amphères – que lança o segundo EP, Dança - é definido por linhas de baixo bem marcadas e baterias vibrantes, que permitem explorar a pungência de guitarras com texturas harmônicas, loops, dissonâncias e ruídos diversos. 
As músicas abordam temas como a dinâmica da liberdade humana, encontrando inspiração em obras do pintor Henry Matisse, como O Ícaro e A Dança, ou temas relacionados ao grau de desagregação da sociedade contemporânea. Letras curtas são desenvolvidas em temas instrumentais mais extensos resultando em um trabalho denso de significados e, sobretudo, sincero. O conceito do trabalho se completa na capa do EP e na identidade visual desenvolvida pela artista Anna Brandão.

Jota Amaral (bateria)
Paula Martins (baixo, vocal) 
Thiago Santos (guitarra, vocal)





Termino o post com o terceiro trio de hoje e primeira banda do Mato Grosso que posto no blog: Terras Paralelas, vinda de Primavera do Leste, e que está lançando seu primeiro álbum (após um EP). São 6 longas faixas, totalmente instrumentais, mesclando 'peso, melodia e psicodelia', flertando com experimentalismo e o heavy, em ótimas variações de atmosfera e variadas  'texturas' ao longo das músicas. Um instrumental de responsa e recomendado para fãs da linha stoner e heavy psych atual.

The band Terras Paralelas brings instrumental rock mixing melodic, psychedelic songs, creating an intense sound experience that goes from calmer sound to heavier sound, being a clear example of contemporary music. The idea is to get the listener to be taken to their intellect, exploring their feelings, their limits, their ups and downs and in the general context, their human evolution.

Ricardo Palombo (guitarra)
Rafael Ghisleni (bateria)
Leonardo Mello Viana (baixo)



Estes álbuns foram postados apenas na intenção de divulgação, sendo assim não disponibilizarei links de downloads próprios do blog. Caso esteja interessado, entre em contato pelos endereços fornecidos na postagem para comprar ou baixar o disco. Caso esteja interessado em divulgar seu trabalho no blog, entre em contato por e-mail (prolasdorock@yahoo.com), saiba mais aqui.

These albums were posted only in the intention of divulgation, so I will not send downloads links. If you are interested, please contact the band's site provided in the post to purchase or download the album. If you want to promote your album or band in the blog, contact me by e-mail (prolasdorock@yahoo.com), more info here.