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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

SYMPHONIC PROG - IN SPE - Same - 1983


Uma das melhores pérolas vinda da Estônia, antiga República Socialista. Posto aqui o primeiro disco do grupo, de 1983, com excelente texto do blog A Máquina de Fazer Sonhos:

IN SPE nasceu da ideia do hoje famoso compositor da Estónia Erkki-Sven Tuur, e tudo começou na cidade de Talinn por volta de 1979, quando ele ainda era um desconhecido estudante. Reuniu sua esposa Anne no piano, juntamente com o baterista Arvo Urb, o guitarrista Riho Sibul, o flautista Peeter Brambat, o tecladista Mart Metsälä, e o baixista Toivo Kopli. Sibul, deixaria a banda para se juntar ao KASEKE, e foi substituído por um tempo por Ruja Jaanus Nogisto, mas logo retornou e passou a tocar por ambas as bandas simultaneamente. Após apresentações e shows a banda lançou seu auto-intitulado LP em 1983 pela Melodyia, com composições arranjadas por Tuur entre os anos de 1979 e 1981.

Todo o primeiro lado do LP é dedicado a composição mais ambicioso de Tuur: "Opus Sümfoonia seitsmele esitajale" (''Symphony For Seven Performers''). A primeira parte "Ostium" é um grande peça de Eletronic/Symphonic Rock repleta de camadas de sintetizadores e guitarras melódicas soberbas dominando, seguido por seu mais longo trecho de toda a peça, "Illuminatio", um arranjo para piano, sintetizadores e flauta, misturando Folk bem cósmico com música eletrônica e música clássica. "Mare vitreum" fecha a suíte misturando variados estilos. Uma peça orientada a flauta com um melódico e ainda energético Synphonic Rock com base no excelente toque de Sibul na guitarra e os sintetizadores sonhadores e órgão de Tuur. Uma composição incrível e contemporânea de Symphonic/Folk Rock e Progressivo.

O outro lado começa com "Antidolorosum", uma obra obscura com uma introdução de guitarra "Frippiana", bons vocais ao longo e, finalmente, Tuur brilhando com seus sintetizadores flutuantes e órgão.

A longa "Päikesevene" começa com uma dissonância de flauta com algumas guitarras Fusion. Mais uma vez os sintetizadores grandiosos de Tüür brilham, interagindo com as guitarras de Sibul criando um estilo Eletronic/Fusion.

A trilha que fecha o disco é "Sfaaride voitlus", outra grande experiencia cósmica com flautas e sintetizadores que vão "estourar" depois do meio em uma guitarra excelente em uma batalha com o teclado, antes de fechar novamente em um estilo eletrônico cósmico.

Possivelmente eis aqui a maior realização Prog Rock a sair da Estônia e uma experiência impressionante de Symphonic/Folk Rock da história da música. Muito original em todos os sentidos e essencial para sua coleção.

Link

Peeter Brambat (flauta soprano)
Toivo Kopli (baixo)
Priit Kuulberg (vocoder, normalizer)
Mart Metsala (órgão, sintetizadores)
Riho Sibul (guitarras)
Anne Tüür (piano)
Erkki-Sven Tüür (vocal, mini moog, flauta, sintetizadores)
Arvo Urb (bateria)

01 Symphony for Seven Performers (E.-S. Tüür)
a) Ostium (4:27)
b) Illuminatio (6:35)
c) Mare Vitreum (8:30)
02 Antidolorosum (E.S. Tüür - A. Alliksaar) (4:47)
03 The Sunboat (E.-S. Tüür) (9:00)
04 The Fight of the Spheres (E.-0S.Tüür) (7:20)

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